Em Itajubá, Kalil critica gargalos na saúde e questiona pedágios
Candidato destacou potencial de Itajubá e da região para o desenvolvimento do estado
Itajubá (MG) - O candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), chamou atenção para o potencial de Itajubá e da região para o desenvolvimento do estado durante agenda ontem, 11, no município.
O ex-prefeito de Belo Horizonte visitou a tradicional Feira do Sambódromo na companhia do candidato a vice-governador Carlos Mosconi (PSDB), do pré-candidato a deputado estadual Bruno Miranda e do vereador de Itajubá Silvio Vieira, ambos do PDT. Na ocasião, ouviu queixas dos trabalhadores e moradores.
“Eu estive na Feira do Sambódromo e escutei gente esperando 5 meses para marcar uma consulta ou para tirar uma radiografia. Escutei do povo. Então, nós temos que humanizar o governo e renegociar essa dívida, porque não há nada sem dinheiro”, afirmou o candidato em entrevista à rádio Jovem Pan Itajubá (98,7 FM), realizada logo após a visita.
Entre os imbróglios que travam o crescimento do Sul de Minas, importante polo econômico, industrial e cafeeiro, Kalil mencionou a dívida de Minas Gerais com a União - que chega a cerca de R$ 205 bilhões - e o alto índice de renúncias fiscais, estimado em cerca de R$ 25 bilhões anuais.
Para ele, não é justo que os mineiros fiquem com o prejuízo de uma má gestão.
“Nós temos um orçamento de R$ 140 bilhões. Empresas deixam de pagar R$ 26 bilhões, e Minas vai ter um déficit de R$ 7 bilhões, aumentando o rombo. Isso é inexplicável. Isso aí, quem está ouvindo, que é dona de casa, que faz o mercado, o cara que sustenta a casa, [o governo] está gastando mais do que arrecada e ainda está dando presente para os outros”, criticou o candidato.
“Isso é um dinheiro que falta para a saúde. Falta para a educação. Uma das empresas que seriam beneficiadas seria a própria [empresa] do governador. Não estamos na Suíça. Estamos no Sul de Minas”, continuou, referindo-se à Eletrozema.
Alexandre Kalil insistiu na importância de rever as contas do estado para que o Sul de Minas, assim como as demais regiões, possa voltar a prosperar após anos de retração.
“Nós temos que resolver esse monte de coisa, senão, vamos ficar aqui achando que estamos no paraíso, e não estamos. Nós não estamos na Suíça. Nós estamos no Sul de Minas. Precisa de gente para exame, precisa de médico, precisa de enfermeira. Você já imaginou se a gente pudesse colocar a mais na saúde de Minas Gerais 25 bilhões de reais? A transformação que a gente fazia?”, acrescentou.
Valores cobrados nas rodovias do Sul de Minas são alvo de críticas
O ex-prefeito de Belo Horizonte também chamou atenção para os preços elevados dos pedágios nas rodovias da região.
Na MGC-491, na praça de Três Corações, carros de passeio pagam R$ 15,80. Em comparação, a tarifa básica na Fernão Dias (BR-381) é de R$ 3,70 por praça, cerca de quatro vezes mais barata.
“Isso é assunto que vamos estudar, porque estão colocando pedágio em rodovias inviáveis. Isso não pode acontecer, porque no mundo não é assim. Só em Minas Gerais que é assim.”
Agenda
Ainda ontem, em Itajubá, Kalil também se reuniu com o prefeito Rodrigo Riera (PSD) e participou de um encontro com lideranças políticas e moradores.
Hoje, 12, em Varginha, o candidato participa da 67ª Reunião do Conselho Empresarial do Sul de Minas (CESUL), na Cidade Universitária do Unis, onde se reúne com representantes do setor produtivo regional.
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